vejo o mundo viajando ao seu redor...
arredondando palavras de um humor sem dó.
Nota que começa e termina em tom maior.
Mudando entre acordes as horas pra nos encantar...
com feitiços em todos os olhares que pudermos olhar.
Esperando o contato das íris e mais fluidos que pudermos exalar...
todos como flores esperando outra estação chegar...
sempre atrasados olhando e pedindo ao tempo pra parar,
sem saber que o tempo pára para o infinito redundante das palavras que o tentam explicar.
Definitivamente coisa que só louco pode entender.
E, pensando, o mundo todo pode ver...o tempo parar, a nota mudar, o feitiço encantar e o arredor arredondar.
Num dilema de um coração sem frio e sem calor, quase inexistente.
Naquelas horas que o frio vem tão quente que até sem querer a gente treme.
É o calafrio que vem calado mas, nem quente, nem frio.
É o sentimento inalado e consumido de um dia de cinzas...
que o mundo chora pensando que o ano vai começar...
mas na realidade ele nunca parou.
Rodrigo Vasco
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