quinta-feira, 10 de março de 2011

Saudades dos meus amigos...

Saudades dos meus amigos
(Letra: Kamila Alves e Rodrigo Vasco / Música: Rodrigo Vasco)

Tenho saudades dos meus amigos de infância...
e dos que eu nem conheço mais
saudades dos amigos inseparáveis da escola
dos mais velhos do 2º ano e dos times prontos pra jogar bola.

Os inseparáveis do ensino médio...
depois que eu já tinha me separado dos inseparáveis do fundamental...

sinto saudades da turma da faculdade
dos que eu vejo nos jornais...
saudades dos eternos que moram longe
e daquele especial que mora onde hoje é amanhã.

Saudades daquela amiga que foi NY e volta logo mais
Daqueles pequenos que hoje não são mais.

Do casal favorito que mora lá na capital
Dos amigos que iam pra Olinda sem ser carnaval...
Dos amigos que talvez não sejam mais amigos...
dos amigos que eu não conheci...

Dos inseparáveis lá da faculdade
depois que eu já tinha me encontrado com os inseparáveis da vida atual.

Dos amigos que cresceram e até dos que falavam mal...
dos que hoje andam comigo, na vida real...
Sinto falta da alegria que eu vivia à reclamar.
Dos amigos que se foram e não vão voltar.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Tempo frio

Sentindo o que sinto...
vejo o mundo viajando ao seu redor...
arredondando palavras de um humor sem dó.
Nota que começa e termina em tom maior.
Mudando entre acordes as horas pra nos encantar...
com feitiços em todos os olhares que pudermos olhar.
Esperando o contato das íris e mais fluidos que pudermos exalar...
todos como flores esperando outra estação chegar...
sempre atrasados olhando e pedindo ao tempo pra parar,
sem saber que o tempo pára para o infinito redundante das palavras que o tentam explicar.
Definitivamente coisa que só louco pode entender.
E, pensando, o mundo todo pode ver...o tempo parar, a nota mudar, o feitiço encantar e o arredor arredondar.
Num dilema de um coração sem frio e sem calor, quase inexistente.
Naquelas horas que o frio vem tão quente que até sem querer a gente treme.
É o calafrio que vem calado mas, nem quente, nem frio.
É o sentimento inalado e consumido de um dia de cinzas...
que o mundo chora pensando que o ano vai começar...
mas na realidade ele nunca parou.

Rodrigo Vasco